PROTOCOLO PARA MAMOGRAFIA COM MAGNIFICAÇÃO
1. Indicações Clínicas
• Melhor avaliação de microcalcificações agrupadas ou isoladas.
• Diferenciação entre microcalcificações benignas e suspeitas.
• Avaliação detalhada da morfologia de nódulos e bordos de lesões.
• Investigação de distorções arquiteturais suspeitas.
• Complementação de achados mamográficos inconclusivos.
• Acompanhamento de microcalcificações BI-RADS 3.
2. Preparação da Paciente
• Não utilizar desodorante, cremes ou talco, pois podem gerar artefatos na imagem.
• Remover acessórios metálicos próximos à região mamária (correntes, piercings).
• Informar que a compressão pode ser um pouco mais intensa, mas necessária para melhor qualidade da imagem.
• Evitar movimentos durante o exame, pois o tempo de exposição pode ser ligeiramente maior.
3. Técnica da Projeção de Magnificação
A) Posicionamento
• Paciente em pé ou sentada, conforme conforto e altura do equipamento.
• A mama é posicionada sobre uma plataforma de magnificação que eleva o tecido mamário, afastando-o do detector.
• Compressão seletiva é aplicada, reduzindo a espessura do tecido para minimizar sobreposição e movimento.
B) Fator de Ampliação
• Aumento de 1,5x a 2,0x, permitindo maior nitidez de microestruturas mamárias.
• Não se utiliza grade antidispersora, pois a ampliação já reduz a radiação secundária.
C) Projeções Magnificadas Comuns
1. Craniocaudal com Magnificação (CC-Mag) – Para avaliação geral das microcalcificações.
2. Médio-Lateral Oblíqua com Magnificação (MLO-Mag) – Para avaliação do prolongamento axilar.
3. Magnificação em Spot Compression – Para melhorar a definição da área suspeita.
4. Parâmetros de Aquisição
• kVp: 24-28 kVp (baixo kVp melhora contraste para microcalcificações).
• mAs: Ajustado automaticamente conforme densidade do tecido.
• Fator de ampliação: 1,5x a 2,0x.
• Uso de grade: Não utilizada.
5. Considerações Especiais
• A magnificação aumenta a nitidez, permitindo melhor caracterização das lesões.
• Microcalcificações suspeitas (BI-RADS 4 ou 5) podem necessitar de biópsia estereotáxica.
• A tomossíntese mamária pode complementar a avaliação, especialmente em mamas densas.
• Se houver artefatos de movimento, pode ser necessário refazer a compressão e repetir a aquisição.