sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

PROTOCOLO PARA MAMOGRAFIA COM MAGNIFICAÇÃO

 

PROTOCOLO PARA MAMOGRAFIA COM MAGNIFICAÇÃO


1. Indicações Clínicas

Melhor avaliação de microcalcificações agrupadas ou isoladas.

Diferenciação entre microcalcificações benignas e suspeitas.

Avaliação detalhada da morfologia de nódulos e bordos de lesões.

Investigação de distorções arquiteturais suspeitas.

Complementação de achados mamográficos inconclusivos.

Acompanhamento de microcalcificações BI-RADS 3.

2. Preparação da Paciente

Não utilizar desodorante, cremes ou talco, pois podem gerar artefatos na imagem.

Remover acessórios metálicos próximos à região mamária (correntes, piercings).

Informar que a compressão pode ser um pouco mais intensa, mas necessária para melhor qualidade da imagem.

Evitar movimentos durante o exame, pois o tempo de exposição pode ser ligeiramente maior.

3. Técnica da Projeção de Magnificação


A) Posicionamento

Paciente em pé ou sentada, conforme conforto e altura do equipamento.

A mama é posicionada sobre uma plataforma de magnificação que eleva o tecido mamário, afastando-o do detector.

Compressão seletiva é aplicada, reduzindo a espessura do tecido para minimizar sobreposição e movimento.


B) Fator de Ampliação

Aumento de 1,5x a 2,0x, permitindo maior nitidez de microestruturas mamárias.

Não se utiliza grade antidispersora, pois a ampliação já reduz a radiação secundária.


C) Projeções Magnificadas Comuns

1. Craniocaudal com Magnificação (CC-Mag) – Para avaliação geral das microcalcificações.

2. Médio-Lateral Oblíqua com Magnificação (MLO-Mag) – Para avaliação do prolongamento axilar.

3. Magnificação em Spot Compression – Para melhorar a definição da área suspeita.

4. Parâmetros de Aquisição

kVp: 24-28 kVp (baixo kVp melhora contraste para microcalcificações).

mAs: Ajustado automaticamente conforme densidade do tecido.

Fator de ampliação: 1,5x a 2,0x.

Uso de grade: Não utilizada.

5. Considerações Especiais

A magnificação aumenta a nitidez, permitindo melhor caracterização das lesões.

Microcalcificações suspeitas (BI-RADS 4 ou 5) podem necessitar de biópsia estereotáxica.

A tomossíntese mamária pode complementar a avaliação, especialmente em mamas densas.

Se houver artefatos de movimento, pode ser necessário refazer a compressão e repetir a aquisição.